quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Chile, termas e bicicletadas

Dia seguinte, no pacote incluído do vulcão, estava o passeio às Termas. Nada mais compensador como um dia duro e outro relaxante, né mesmo? Incluí ainda uma massagem e almocei lá debaixo desta construção de madeira, apreciando a paisagem! Essas ciruelas seriam as seriguelas, e os pêssegos? coisa mais deliciosa! comemos o tempo inteiro durante a viagem!

 

 

 

 

Dia de passeio de bike pra mim, mas último dia de prova para o Zé. Impressionante a infraestrutura da prova que a cada dia mudava o acampamento de lugar em locais belíssimos. O Zé voltou todos os 3 dias para o hostel que ficava num local estratégico para ele.

 

 

Aluguei uma bike e me aventurei sozinha num circuito seguro até o parque nacional Villarrica! Quanta pedra pelo caminho! Um passeio que deveria ser de 2 horas, levei 4 hs! Mas sozinha, fiz no meu ritmo, com toda a segurança, e no fim, com muita mas muita pedra fofa pelo caminho e já no parque, larguei a bike na portaria e fui a pé até o lago.


 

 

  

Acabei meu passeio busquei o Zé, final de campeonato! 150 km cumpridos. Índio pícaro comemora!!!

Chile, 31/01/2015

Chile, Vulcão Villarrica

Chegada do grande dia para a subida a um dos vulcões mais ativos do Chile.
Começamos a caminhada aos 1.600 m, da base de 1.200m + 400m de teleférico. Foi um grupo grande de 13 pessoas composto por 1 família chilena de 5, mãe e filha costa-riquenha, 1 inglês poliglota, 1 americano monoglota e sua amiga latino-americana, 1 casal brasileiro e a alpinista.
A subida até o topo leva umas 4 horas com algumas paradas e até a 1a parada fui no ritmo de todos. Começa ficar cada vez mais íngreme, o ar fica rarefeito, o coração dispara, achei que ia ter um troço. Havia 4 guias pro grupo, então 1 guia ficou comigo e com a mãe costa-riquenha e subimos no nosso ritmo, parando mais vezes. Achava engraçado quando o guia perguntava como estavamos e a costa-riquenha respondia "Pura vida", expressão comum na Costa Rica para celebrar a vida!
Há trajetórias bem definidas na neve tanto pra subir quanto pra descer, a neve vai virando gelo, mas não precisou usar o "crampon" nos pés pra agarrar à neve mais endurecida. Subimos só com as botas da agência.

 

 

 

Chegar nas alturas realmente é fantástico com o organismo já acostumado, porém, o cheirinho de enxofre não é nada agradável!  E os guias no verão que sobem todo dia, heim? Naquele dia estava suportável. E a boca do vulcão? Assustador! Não dá pra ver o fundo, não! Do alto se vê outros vulcões como o Mocho-Choshuenco, afinal o Chile tem mais de 2000 vulcões com 55 ativos!

 

A descida de esquibunda foi impressionante! fiquei receosa no início, saí da trilha 1 x só, me advertiam pra permanecer sentada pois ia ficando deitada, me diverti outros tanto! Mas prepare-se porque a roupa extra, a pranchinha de plástico não te protege do gelo congelante no forévis! Imagine a encolhida que deve dar nos meninos! Todo o grupo bravamente concluiu o percurso todo e lá na agência teve confraternização com cervejinha e salgadinhos!



Os guias me falaram que é possível ver o trajeto com um binóculo forte, e não é que consegui capturar com a minha máquina os trajetos? Olhando para o meio do vulcão, uma parte sem gelo, vê-se o da subida, à esquerda e o da descida um pouco mais visível à direita, 3 linhas!

Chile, 29/01/2015

Chile, chegada a Pucon

Tudo começou em julho/2014 quando o Zé decidiu participar da Travessia de Transandes de bike em Pucon em jan/2015. Fiquei brava porque caramba, tem que ser sempre assim, se não é congresso é outra coisa junto? não consegue ficar grudadinho? que falta de romantismo! kkk demorei um pouco pra decidir, mas acabamo fazendo um bem bolado.
Chegamos de avião em Temuco, alugamo carro e até Pucon foram mais de 100 km. Paramos no caminho, em Villarrica, cidade as margens do lago Villarrica, onde matamos a fome e a curiosidade comendo  enfim, "Lomo a lo pobre": bife beeem servido com 2 ovos fritos e batatas fritas! Seria o nosso bife a cavalo, mas a garçonete respondeu dando risada, da fartura óbvia do "lo pobre". Não conhecia este humor chileno.



 

 Pucón, também situa-se às margens do Lago Villarrica, é cravada no sopé do vulcão Villarrica que é impressionante! Tá lá fumando o tempo inteiro! Perguntei como é morar embaixo de um vulcão pra uma moradora (que aliás já morou no Brasil), ela disse que é preciso muito respeito ! É um vulcão muito ativo, a última erupção foi em 1999, sem consequências mas o de 1971 foi forte e que quase destruiu uma vilazinha! A Prefeitura, claro monitora o tempo inteiro, tem placas de rotas de fuga espalhadas pela cidade!



Comemo salada pra equilibrar aquela pratada anterior, regado ao som de jazz e cerveja austral artesanal. Dica da dona do Hostel las Vertientes que ficamos hospedados.

 

Vulcão Villarrica: me aguarde!

Chile, 27 e 28/01/2015

Chile, Vale de Colchágua

Como alugamos carro, fomos tranquilamente apreciando a paisagem. Chegamos cedo, então demos uma volta por lá, avistando outros vinhedos, todos com videiras verdinhas naquele vale emoldurado pela cordilheira dos Andes e pela cordilheira que vem do Pacífico. A visita começa exatamente às 12:30 hs na hora agendada, fomos só nós neste dia.
É um dos vinhedos mais tradicionais do Chile, distante a uns 100 km de Santiago, existe há 5 gerações, mas só recentemente em 1997 que passou a produzir vinhos com marca própria da Casa Silva. Produzem vinhos orgânicos, e para assegurar esta produção orgânica, as rosas são plantadas entre as videiras porque as pragas que são poucas no Chile, são atraídas pelas rosas, poupando as uvas. 

 

 

Conhecemos o processo de fabricação, fermentação e envelhecimento do vinho e também a coleção de carros antigos do dono!!! Afora isso, este local destinado a hotel até há pouco, hoje estava servindo de residência para os Silva, pois a residência oficial foi incendiada.

 

 

 

 


Visita feita, vinhos degustados, fomos de bike até o restaurante onde almoçamos de frente ao campo de polo da família que sedia este esporte! 

 

 

Na volta paramo num restaurante de beira de estrada, só pra conferir uma empanada, e eis que um prato nos chamou a atenção: lomo  vetado a lo pobre???
mas essa é outra história!

Chile, 26/01/2015


Chile, Valparaíso

A chegada pra mim foi desesperante, é uma cidade hiperdensa, imagina o Rio com 100% dos morros ocupado sem um fio de verde! ainda por cima que a entrada é na parte baixa, na MUVUCA na avenida do Congresso Nacional do Chile, é isso mesmo, todos os órgãos governamentais ficam em Santiago, exceto o Congresso Nacional!
A cidade já habitada antes da invasão espanhola (1536), tombada como patrimônio histórico, muitos prédios velhos habitados, não se vê uma riqueza ostentada na parte alta mais rica, mais turística! É uma cidade portuária, muita arquitetura de madeira e também utilizando contêiners!  


Num beco, vc sobe os funicularis para os morros! Subindo Cerro Bellavista, tem o museu a Céu aberto, são grandes painéis nas paredes, muitos são reproduções da própria cidade outros nem tanto ...tenho uma impressão que o Rodolfo já postou umas fotos de lá. Almoçamo muito bem no restaurante Espirito Santo, uma cerveja artesanal de deixar qualquer cervejeiro com inveja, e fomos à Casa Museu do Neruda. 



A casa tem uma vista privilegiada da baía de Valparaíso, feita de muitos puxadinhos, tem 4 andares, é toda decorada com os objetos que ele colecionava pelo mundo inteiro, ele sendo um diplomata! Me diverti muito! Dizia que o colecionador não deve desistir fácil ! Henrique me contou que na outra casa do Neruda, em Isla Negra, viña del Mar (não fomos), tem uma enorme âncora que ele comprou que demorou quase 1 ano pra chegar e tá lá cravado no quintal.





Demos a volta na cidade por cima a pé admirando os painéis com muita atenção pra não pisar em um montão de cocô de um bando de cachorros grandes, bem alimentados e mansos que vivem nas ruas! Cadê o CCZ ?








Chile, 25/01/2015