terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como é difícil se tornar fluente na outra língua!

Minha amiga teacher diz que nós brasileiros nunca nos tornaremos fluentes ou melhor, basta sermos razoáveis, inteligíveis, que OK...mas eu uma nipo-brasileira bilíngue pois aprendi a minha materlíngua japa e português ao mesmo tempo, depois continuei na labuta do japonês, desenhando os ideogramas linha a linha na vertical por anos a fio e hoje o que falo? Um japonês macarrônico! Mamãe sensei me dava as dicas “ Use adjetivos para se expressar, dá ênfase na conversa, para dar colorido às suas falas!” pois é, me ocorreu isso ao criar frases da lição de hoje de inglês inserindo “paw” de tigre, “hoof” de cavalo, “claw” de gavião, pintado sem “scale”, “beautiful and very imposing horn” dos alces ! é mamãe, estou aprendendo! Very especific, don’t you think? Não sei quem ganha em quantidades variadas para se denominar coisas, pois em japonês, 1 casa= 1 ken, 1 lápis= iipon, 1 cavalo=1 to, 1 pessoa= 1 nin, mas se vc for falar com crianças e bebês, pode simplificar tudo: para objetos diga hitotsu, futatsu, mitsu e assim vai e para gentes=hitori, futari, sannim, ...orraite?

domingo, 14 de abril de 2013


Flamínio Ferreira, bisavô dos meus filhos e avô do José Maria Da Silveira, diretor do Correio Paulistano morreu em 1932. O jornalista Francisco Pati, escreve "Para a história do Correio Paulistano" uma crônica em sua homenagem. Nele conta de maneira pitoresca, a sua passagem pelo jornal. Num jornal independente Flamínio acolhia a todos e dizia "não precisa fazer violência contra as suas idéias...interessa-nos o jornalista não o político". Quando o jornalista resolveu secretariar a "Folha da Manhã", outro jornal independente, ia comunicar a decisão, agradecer todo o tempo no "Correio Paulistano", por não ser possível conciliar, então o inusitado aconteceu! Foi realocado para escrever a "Chronica de Paris" de 15 em 15 dias, sem nunca ter ido lá. Foi Oscar Wilde que disse mas é como se o meu avô postiço tivesse dito que o esforço de "imaginar" é muito mais interessante, sob o ponto de vista artístico, que o de "observar"! Me dá saudades da sua irreverência, do seu bom humor, sua inteligência e perspicácia, que vim a conhecer nos achados das memórias nos recortes de jornal, legado da minha sogra que carinhosamente deixou guardado!
Campinas, 01 de abril de 2013.

Presente para meus queridos sobrinhos!

"Voltei de um curso de Yoga em Nazaré Paulista, o prof perguntou quem era principiante, respondi q entrava nesta categoria, mas depois pensando bem,... cresci com o diityan (meu pai) fazendo yoga a vida inteira, plantando bananeira, dando mortal, ele desenhando aquelas posições...nunca me falou que a prática era um caminho pra obter algo mais, algo espiritual, mas pra quê? precisava? me tocava a alma com os mantras, rezando em frente ao butsudan (santuário)! o desapego dele era de dar raiva, dava pra qualquer pessoa a roupa do corpo se precisasse! plantava verduras, árvores frutíferas, lembram da lichia? flores e orquídias que floresciam feito buquês e não via a hora de nos presentear! tinha orgulho das filhas, ficava contando de cada uma de nós para os pacientes que ele massageava...e com isso massageava seu ego! tinha orgulho da batyan, mas machista oriental não demonstra isso de jeito nenhum! mas eu tinha certeza que ele tinha esse orgulho! Não sei se a Tiaki tem essas lembranças, o quanto a Aya se lembra, mas Di se lembra do finalzinho da vida dele, vc pequinininho, ele dizia "homem não chora"? Lembra? Essa parte, Di, eu discordo dele, pode chorar à vontade, porque ele não chorava mas tinha momentos que ele se mostrava vulnerável! E isso é ser Humano! Enfim, ele era iluminado com todas as contradições e vulnerabilidades!"