domingo, 14 de abril de 2013


Flamínio Ferreira, bisavô dos meus filhos e avô do José Maria Da Silveira, diretor do Correio Paulistano morreu em 1932. O jornalista Francisco Pati, escreve "Para a história do Correio Paulistano" uma crônica em sua homenagem. Nele conta de maneira pitoresca, a sua passagem pelo jornal. Num jornal independente Flamínio acolhia a todos e dizia "não precisa fazer violência contra as suas idéias...interessa-nos o jornalista não o político". Quando o jornalista resolveu secretariar a "Folha da Manhã", outro jornal independente, ia comunicar a decisão, agradecer todo o tempo no "Correio Paulistano", por não ser possível conciliar, então o inusitado aconteceu! Foi realocado para escrever a "Chronica de Paris" de 15 em 15 dias, sem nunca ter ido lá. Foi Oscar Wilde que disse mas é como se o meu avô postiço tivesse dito que o esforço de "imaginar" é muito mais interessante, sob o ponto de vista artístico, que o de "observar"! Me dá saudades da sua irreverência, do seu bom humor, sua inteligência e perspicácia, que vim a conhecer nos achados das memórias nos recortes de jornal, legado da minha sogra que carinhosamente deixou guardado!
Campinas, 01 de abril de 2013.

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