
Flamínio Ferreira, bisavô dos meus filhos e avô do José Maria Da Silveira,
diretor do Correio Paulistano morreu em 1932. O jornalista Francisco
Pati, escreve "Para a história do Correio Paulistano" uma crônica em sua
homenagem. Nele conta de maneira
pitoresca, a sua passagem pelo jornal. Num jornal independente Flamínio
acolhia a todos e dizia "não precisa fazer violência contra as suas
idéias...interessa-nos o jornalista não o político". Quando o jornalista
resolveu secretariar a "Folha da Manhã", outro jornal independente, ia
comunicar a decisão, agradecer todo o tempo no "Correio Paulistano", por não ser
possível conciliar, então o inusitado aconteceu! Foi realocado para
escrever a "Chronica de Paris" de 15 em 15 dias, sem nunca ter ido lá. Foi
Oscar Wilde que disse mas é como se o meu avô postiço tivesse dito que o
esforço de "imaginar" é muito mais interessante, sob o ponto de vista
artístico, que o de "observar"! Me dá saudades da sua irreverência, do
seu bom humor, sua inteligência e perspicácia, que vim a conhecer nos
achados das memórias nos recortes de jornal, legado da minha sogra que
carinhosamente deixou guardado!
Campinas, 01 de abril de 2013.



Ele praticava desde já a CNV - Comunicação Não Violenta
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